Cooperativas querem AGF para comercializar trigo
Dirigentes de centrais cooperativas e da OCB têm audiência com o ministro da Agricultura na próxima segunda-feira, às 10 horas em Brasília. Vão apresentar a Arlindo Porto uma proposta de comercialização do trigo que garanta o lucro do produtor. A informação foi dada ontem pelo presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, que está em Londrina para participar do Encontro dos Núcleos Regionais Cooperativos (hoje, às 9 horas no Parque Ney Braga).
São cinco as sugestões para viabilizar a comercialização do trigo:
1) Revisão dos Prêmios, principalmente os valores referentes a entrega em São Paulo. O prêmio de R$ 6,00 é considerado baixo, como mostraram os recentes leilões de bônus - Prêmio de Escoamento da Produção (PEP);
2) Restabelecimento das operações de EGF com opção de vendas (EGF-Cov);
3) Início das operações de AGF, aquisição direta, aos níveis de preço de garantia do governo;
4) Fixação de regras com relação ao trigo importado do Mercosul.
O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, disse ontem que as cooperativas defendem uma alíquota flutuante para o trigo importado. No período de comercialização do trigo nacional essa taxa seria aumentada. Sobre as mudanças das regras da comercialização, Koslovski acha que o governo deve acatá-las, afinal elas são necessárias, a julgar pelo resultado dos leilões do PEP. Em três pregões foram ofertadas 300 mil toneladas e vendidas apenas cinco.





