Cooperativas produzem 55% da safra de grãos do Paraná
Curitiba - As cooperativas agropecuárias do Paraná são responsáveis pela produção de mais de 55% do total de grãos colhidos no Estado. Essa produção representa 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná. Trabalhando no sistema integrado existem hoje quase 100 mil agricultores que são responsáveis por aproximadamente 15% das exportações totais do Estado.
Os números foram apresentados terça-feira pelo presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, aos deputados estaduais.
A visita de Koslovski e do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, à Assembléia tinha o objetivo de mostrar aos parlamentares a importância sócio-econômica do setor.
Hoje, em todo o Paraná, existem 63 cooperativas e os cooperados são responsáveis pela produção de 64,7% do total da soja paranaense, 99,5% do trigo e 34,5% do milho. Já a produção do leite in natura tem 57,4% de sua origem nas cooperativas paranaenses.
Com o fortalecimento das cooperativas, elas estão deixando de produzir apenas produtos primários. Hoje diversas delas já possuem plantas industriais. Tanto que 30% das rações produzidas no Estado saem de plantas de cooperativas. Na industrialização da carne, o setor cooperado responde por 35% da carne de aves e 15% de suínos. E a produção de leite em pó é feita integralmente através do sistema cooperado.
Em 2001, as cooperativas faturaram R$ 7,8 bilhões, um aumento de 20% sobre o faturamento registrado em 2000. E para os próximos anos a previsão é otimista. Segundo Kosloski, as cooperativas devem investir R$ 450 milhões no Estado nos próximos três anos, sendo R$ 180 milhões só no setor de carnes.
Considerando a produção de soja no Paraná, apesar das distorções no comércio internacional de produtos agrícolas, por causa dos subsídios, salvaguardas, cotas e todo tipo de barreiras não-tarifárias, ainda há espaço para aumentar a competitividade, acredita Meneguette. Segundo ele, as principais gorduras a ser queimadas estão no setor de transportes e nos custos portuários.
Hoje 23% do valor da soja colocada a bordo de um navio em Paranaguá, a partir de Cascavel, é custo de transporte, transferência, embarque portuário. É um custo alto, 37 dólares por tonelada, resultado de deficiências sérias de nossa infra-estrutura e que atinge não apenas todos os produtos da agropecuária, mas também os produtos industriais - afirma Meneguette. Nos Estados Unidos esses custos de transporte e embarque da soja não chegam a 12 dólares a tonelada.





