Vânia Casado
De Curitiba
No Paraná, os pedidos de financiamentos do Recoop (Programa de Revitalição das Cooperativas) que começarão a ser enviados aos bancos esta semana, representam uma injeção de R$ 740 milhões em recursos do Tesouro Nacional. Agora é só agilizar as cartas-consultas que começam a ser enviadas para as cooperativas que tiveram seus projetos aprovados, ainda essa semana para os bancos. Das 41 cooperativas paranaenses que estavam solicitando o enquadramento nas cartas-consulta, 36 foram aprovadas.
A partir de agosto, os agentes financeiros farão as análises de crédito. O prazo máximo para formalização das operações, que estava marcado para o dia 31 de Outubro, foi prorrogado para 30 de dezembro. Os recursos serão aplicados em investimentos, renegociação de dívidas bancárias, não bancárias, financiamento de recebíveis dos cooperados e capital de giro, jusitificou o coordenador do programa de Autogestão da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Juacir João Wischneski.
Wischneski afirmou que o Recoop vai iniciar o processo de reformulação e modernização das cooperativas brasileiras. Só em investimentos, as cooperativas paranaenses deverão aplicar R$ 241 milhões, que significam melhorias das instalações, maior agilidade no recebimento da produção e aumento da produtividade.
Segundo ele, as cooperativas serão beneficiadas com um adicional de R$ 200 milhões, que serão aplicados no refinanciamento das dívidas dos cooperados relativas à quotas-parte e securitização. Ou seja, para se capitalizarem elas vão receber à vista o dinheiro referente às dívidas dos cooperados, que por sua vez se beneficiam com a dilatação de prazo para pagar a dívida. Com a repactuação, as dívidas que já estavam securitizados em 7 anos, foram diluidas em mais três anos.
As condições para pagamento são as mesmas do Recoop, ou seja a correção pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços de Demanda Interna) mais 4% ao ano. As cooperativas aceitaram o índice e calculam que no total, a correção vai variar entre 12% e 15%. Apesar da tendência desse índice se manter estável, há sempre a preocupação com a possibilidade dele ‘’ explodir’’, disse Wischneski. Segundo ele, as cooperativas tentaram vincular o Recoop ao sistema de pagamento da securitização, que a correção é indexada à variação de um produto, ‘‘mas não foi possível’’, explicou.

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