Vânia Casado
De Curitiba
Os processos de regularização das dívidas de 15 cooperativas paranaenses (das 37 que tiveram seus projetos enquadrados pelo Recoop) estão em negociações finais junto a Superintendência do Banco do Brasil. O Recoop é o Programa de Recuperação das Cooperativas.
A demora de se atingir a um acordo final depende mais das cooperativas, que precisam convocar uma assembléia, para decidir o que será feito dentro do programa de reestruturação proposto, explicou Josemar Horst, gerente de crédito rural do BB.
Conforme as normas do Recoop, se a dívida das cooperativas for apenas com o Banco do Brasil fica mais fácil a negociação. Como aconteceu com a Coopercruz - Cooperativa Agropecuária de Cruz Machado, que foi a primeira cooperativa a formalizar a primeira operação do Recoop. A dívida, de R$ 175 mil foi considerada pequena e a maior parte era com o Banco do Brasil.
Mas a maioria tem dívidas com vários credores e o plano prevê o atendimento a todos eles, esclareceu Horst. Os débitos com fornecedores, com os bancos ou as dívidas dos produtores com as cooperativas são agrupadas e negociadas em conjunto.
Depois de estabelecido o cronograma de negociação com os credores, o BB espera que as cooperativas vão chamá-los para chegar a um acordo. As decisões entre a cooperativa e os credores tem que ser em conjunto, porque o banco não faz nada isoladamente destacou Horst, destacando que não existe solução individual.
Como esses processos não são ágeis, os técnicos do BB estão apreensivos porque o prazo para o Recoop vai até o dia 31 de março. O BB montou um grupo de trabalho para agilizar as negociações com as cooperativas.
Toda essa articulação passa pela união dos cooperados em torno das negociações para solucionar as dívidas pendentes. ‘‘As cooperativas que não tem união dos cooperados poderá não ser enquadrada no Recoop’’, avisou.

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