Cooperativas debatem opções para exportação de carnes
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terça-feira, 28 de agosto de 2001
Vânia Casado<BR>De Curitiba 
O Brasil está ocupando mercados onde a Europa ficou impedida de vender carne bovina por causa da doença da vaca louca. Nos últimos 12 meses, considerando o período de agosto de 2000 a julho de 2001, o País exportou 370 mil toneladas, contra 330 mil t no período anterior. As exportações foram destinadas aos países do Leste Europeu e do Oriente Médio, onde os países da UE deixaram de fornecer o produto, disse o diretor da Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Amilcar Gramacho.
Para ocupar mais espaço nesse mercado que está se abrindo, a Ocepar vai estimular as cooperativas do Paraná a ampliar o nível de industrialização de seus produtos. Uma das estratégias é desenvolver programas de estímulo à exportação de carnes, considerando que o Paraná tem matéria-prima (soja e milho) abundante e conseguiu superar a barreira da sanidade animal, disse o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski.
O assunto foi discutido ontem, em Curitiba, durante o debate ''O agronegócio da carne'', com a participação de executivos do Ministério da Agricultura, Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), da Câmara de Comércio Exterior e das lideranças da agropecuária paranaense.
Segundo Gramacho, o aumento nas exportações de carnes bovinas foi impulsionado pelas vendas de cortes de dianteiro, consumida nos países do Leste Europeu e do Oriente Médio. Além da carne bovina, as exportações de carnes de frango e de suínos também estão registrando bom desempenho nos últimos 12 meses.
Conforme acompanhamento da Secretaria de Produção e Comercialização, o volume de exportações de carnes do Brasil já cresceu 31% nos últimos 12 meses, passando de 1,37 milhão para 1,8 milhão de toneladas. Já o faturamento não evoluiu nessa proporção, apesar da desvalorização cambial. O Brasil faturou o equivalente a US$ 2,4 bilhões com a exportação de carnes nos últimos 12 meses que corresponde a um incremento de 26% sobre o período anterior, quando o faturamento foi de US$ 1,9 bilhão.


