Cooperativas de Cascavel pensam em alugar barracões
A falta de espaço para armazenar a produção de milho vem causando preocupação entre cooperativas da região Oeste. Faltando cerca de 30 dias para o início da colheita, a falta de armazéns e a proximidade com a colheita da soja podem levar algumas cooperativas a alugar barracões.
Segundo José Clóvis Berté, operador de mercado da Coopacol (Cooperativa Agrícola Consolata), de Cafelândia (50 Km ao norte de Cascavel), a preocupação no momento é escoar as 20 mil toneladas de trigo que está ocupando uma parte dos armazéns. Os barracões da cooperativa podem armazenar até 270 mil toneladas de grãos, porém como o trigo e a soja são colhidos na mesma época, sempre acontecem problemas com falta de espaço.
A produção de milho da Coopacol deverá chegar a 90 mil toneladas que somados a 180 mil toneladas de soja, ocupará todo espaço existente. Estamos esperando que a colheita da soja atrase um pouco, ou então, seremos obrigados a alugar armazéns em outras cidades, pois aqui só existem os nossos, ressalta Berté.
Um problema parecido acontece na Coopervale (Cooperativa Agrícola Vale do Piquiri), em Palotina (96 Km ao norte de Cascavel), onde a soma das duas safras obriga o escoamento do milho para portos e indústrias particulares.
O operador de mercado, Edio Schreiner, afirma que está sendo esperada uma boa safra para este ano, graças ao tempo que tem ajudado. Em relação ao espaço sempre conseguimos uma solução, o que tem nos deixado preocupados é o preço do milho que está muito baixo, deixando vários produtores desmotivados, reclama.
A assessoria de imprensa da Coopavel (Cooperativa Agrícola de Cascavel), informou que pela estrutura existente não haverá grandes problemas para o armazenamento do milho. Toda a colheita de milho da Coopavel é utilizada para consumo próprio na produção de ração animal.





