Cooperativas cumprem acordo e fila termina em Paranaguá
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segunda-feira, 16 de abril de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
As cooperativas e empresas que comercializam a safra de grãos cumpriram o acordo firmado na semana passada com a Secretaria dos Transportes. Os primeiros resultados puderam ser vistos ontem na BR-277, rodovia que dá acesso ao Porto de Paranaguá: não havia mais fila de espera. Alguns caminhões ficavam parados por poucas horas, numa extensão máxima de 4 quilômetros, até que houvesse a liberação do pátio de estacionamento.
Pela manhã, eram 388 caminhões no pátio e à tarde eram 520 num espaço que tem capacidade para abrigar até 1,5 mil carretas. A agilização no desembarque da soja e do milho depende da atracação de navios e do tempo de enchimento dos porões.
Estavam atracados ontem três navios para serem abastecidos com farelo de soja e um para milho. No início da manhã, zarparam dois navios com soja em grão e um com milho. Outros nove graneleiros aguardam ao largo uma vaga para carregar a safra.
O trabalho no Porto está sendo feito durante 24 horas. Somente no feriado de Páscoa foram embarcadas 388 mil toneladas de soja e milho. Foi uma das maiores movimentações dos últimos anos no corredor de exportação. O trabalho contínuo permitiu desafogar a BR-277 e atender a 4.624 caminhões. Os motoristas já estão em retorno para o Interior do Estado, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de onde trarão novas cargas. Ontem pela manhã era intenso o movimento de descida de caminhoneiros em direção ao porto.
Desde o início do ano, Paranaguá embarcou 1,48 milhão de toneladas de soja em grão, contra 934,2 mil t no ano passado. Os navios carregaram 1,16 milhão de t de farelo de soja, sendo que na safra passada tinham sido 909,1 mil, no período. Os números do milho são mais díspares. Até agora 823,4 mil t foram exportadas, contra apenas 18 toneladas no ano passado. O volume de soja e milho é 77,8% superior a 2000.


