As cooperativas da região de Londrina já trabalham com a expectativa de perdas nas lavouras de trigo em consequência da falta de chuvas. Técnicos ouvidos pela reportagem da Folha não se arriscam a quantificar as perdas, mas afirmam que os produtores já contabilizam prejuízos.
Segundo o engenheiro agrônomo da Cooperativa Integrada de Londrina, Romildo Birelo, um dos sintomas de que as lavouras já apresentam problemas com a produtividade é que as plantas estão amarelando por causa da seca. ‘‘Mas se chover nos próximos dias ainda dá para salvar boa parte da produção’’, comentou.
O agrônomo a Cooperativa Integrada observou que a falta de chuva também prejudica as lavouras de trigo na região Oeste do Paraná, onde a cooperativa tem cooperados. ‘‘A situação por lá é até pior do que na região de Londrina’’, afirmou.
Birelo disse ainda que a cooperativa também está contatando com alguns produtores para conseguir ampliar a área destinada para produção de sementes. Segundo ele, existe o temor de que se a seca persistir haja falta de sementes para a próxima safra de inverno. ‘‘Procuramos áreas que foram semeadas para produção de trigo para a indústria que podem ser transformadas em produtoras de sementes’’, disse, observando que isso pode afetar a qualidade das sementes para a proxima safra.
O técnico da Cooperativa Valcoolp, de Londrina, Paulo Aparecido da Silva, observa que além da perda, a seca também está contribuindo para o aumento do ataque de pragas, como lagartas. ‘‘Isso pode acabar aumentando os custos de produção do trigo’’, disse.
O engenheiro agrônomo da Cofercatu, de Porecatu, Paulo Roberto Guerra Carvalho, disse que as plantas já apresentam perda na capacidade de crescimento e o enflorecimento também será menor, o que vai refletir negativamente na produtividade.

mockup