Nem tudo é dificuldade ou pessimismo. A crise econômica mundial deve alterar as expectativas da Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) em relação às exportações de produtos agrícolas este ano, mas não há mudanças no que diz respeito ao plantio da safra 98/99.
O fornecimento de insumos, iniciado em junho, é normal, e está ocorrendo mesmo que o produtor ainda não tenha conseguido financiamento, de acordo com o presidente da cooperativa, José Aroldo Galassini.
Segundo Galassini, a Coamo está ‘‘forte e capitalizada’’, o que permite um fornecimento normal desses produtos e deve atenuar as dificuldades decorrentes da crise econômica.
De acordo com o superintendente de comercialização da Coamo, Roberto Petrauskas, a cooperativa não deve sentir as dificuldades em função de sua estrutura, mas ele não descarta ‘‘uma correção preventiva de rumo’’, caso seja necessário.
Para este ano, a expectativa é de que a cooperativa mantenha os resultados de 97, graças ‘‘aos constantes investimentos industriais e em entrepostos’’. A Coamo tem hoje 18 mil cooperados, 3.700 funcionários, e entrepostos de recebimento em 39 cidades - 35 no Paraná e quatro em Santa Catarina.

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