A imposição das barreiras sanitárias a produtos paranaenses, fez a Cooperativa Castrolanda, de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), passar a pasteurizar cerca de 420 mil litros de leite por dia para continuar enviando o produto a São Paulo. A produção total da cooperativa é de cerca de 700 mil litros por dia e 60% deste total é enviado para o Estado vizinho.
A cooperativa mantém contratos de comércio de leite ''in natura'' com grandes indústrias do ramo da alimentação. No entanto, o trânsito desse tipo de alimento está proibido. A adoção da pasteurização ocorreu somente dois dias após a imposição das barreiras e fez elevar em até 4 centavos o custo de produção da cooperativa. Antes disso, cerca de 1 milhão de litros de leite foram jogados fora.
A variação do reajuste ocorre porque a Castrolanda não tem condições de pasteurizar todo o leite. Com isso, foram firmados contratos com outras cooperativas como a Confepar, de Londrina, e outras instaladas em Carambeí (20 km ao norte de Ponta Grossa) e Ponta Grossa. ''Se não pasteurizassemos o leite, quem iria comprá-lo? O Paraná não tem condições de absorver toda essa produção. Foi a solução que encontramos para não jogar o leite fora'', afirma o presidente da Castrolanda, Franz Borg. (F.M.)

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