Cooperativa oferece prêmio como incentivo
Se houve retração nas poupanças de modo geral, a instituição financeira cooperativa Sicredi União teve uma expansão de 25,5% nesta modalidade de investimento, um incremento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.
O diretor executivo da instituição, Rogério Machado, diz que o perfil do poupador é o da pessoa que quer segurança a longo prazo, com um produto não muito sofisticado, de fácil entendimento e liquidez diária. "Quem tem de R$ 100 a R$ 1.000 para investir, não terá um produto adequado para dar retorno satisfatório. No máximo, terá o mesmo rendimento da poupança", afirma.
Além disso, no cenário de retração econômica, as famílias passaram a rever seus gastos e conseguiram guardar para os momentos de dificuldade.
O desempenho positivo Machado atribui a um trabalho de conscientização da cooperativa em relação aos associados da necessidade de guardar dinheiro para o futuro, mas ele admite que a campanha que prometia sorteios mensais de R$ 2.000 e um grande prêmio de R$ 500 mil no fim de outubro ajudaram a evidenciar o produto. A promoção voltou a ser oferecida nos meses de novembro e dezembro, com outro grande sorteio no último dia do ano.
Formato cruel
A economista e professora da Unifil Maria Eduvirge Marambola lamenta que a remuneração da caderneta de poupança tenha "um formato bastante cruel", uma vez que a remuneração concedida sequer recompõe o poder de compra corroído pela inflação. Entretanto, para ela, "entre guardar e não guardar (dinheiro), é preferível guardar".
Ela sugere que, quando o montante for suficiente, o poupador deve procurar outro tipo de investimento mais vantajoso. Neste sentido, a caderneta de poupança serve como a porta de entrada para o planejamento financeiro.
Para ela, o Estado, como operador deste tipo de investimento, deveria dar mais atenção a esta ferramenta direcionada para a população de baixa renda, remunerando adequadamente. "É importante não só para as famílias, mas para o desenvolvimento econômico da Nação", defende. (L.F.W.)





