Cooperativa Leite Nilza deve ser liquidada e dissolvida
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005
Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Ribeirão Preto - A Cooperativa Leite Nilza, que já foi uma das maiores do País, com um processamento superior a 750 mil litros de leite por dia, caminha para ser liquidada e dissolvida ainda este mês. Depois de perder quatro associadas em novembro do ano passado e anunciar sucessivos planos de reestruturação, a Nilza confirmou ontem o desligamento temporário e a suspensão do fornecimento da Cooperativa Agropecuária de Carmo do Rio Claro (MG), (Coopercarmo). Informou ainda que a parceria com o fundo Latin America Equity Partners (LAEP) está suspensa até que o plano de reestruturação da Nilza seja finalizado, se isso realmente ocorrer.
Com as novas baixas, a Nilza, com sede em Ribeirão Preto (SP) e unidades industriais em São Paulo e Minas Gerais, reduziu seu processamento para 150 mil litros de leite dia, tem apenas duas associadas - a Cooperativa Nacional Agroindustrial de Ribeirão Preto (Coonai) e a Cooperativa de Laticínios de Piumhi (MG) (Cooperlat ) - uma dívida de R$ 55 milhões e não conta mais com o aporte de R$ 15 milhões que o Laep iria injetar na empresa para o capital de giro. Tem ainda seus créditos recebíveis de grandes clientes bloqueados pela Justiça, que acatou uma ação do Banco BBM, um dos credores da Nilza.
No entanto, o presidente da Cooperativa Leite Nilza, Daniel de Figueiredo de Felippe, informou pela sua assessoria, que ainda há uma alternativa para salvar a Nilza da liquidação. Ele aposta na prorrogação por tempo indeterminado do prazo de adesão de credores e fornecedores para o plano de reestruturação da empresa, que venceria ontem. Conta ainda, segundo ele, com a devolução, pelo governo paulista, de um crédito presumido de R$ 17 milhões, relativos ao ICMS recolhido pela empresa e que, por lei, volta às indústrias lácteas no Estado.
Em nota divulgada ontem, a Nilza informou que conseguiu o adiamento de sua próxima assembléia, que pode definir pela sua liquidação, ainda para data a ser marcada. De acordo com Felippe, ''a medida (adiamento da assembléia) garantirá continuidade às negociações por mais alguns dias'', informa o executivo na nota.


