Cooperativa do Sudoeste supera fase mais difícil
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Cooperativa Agropecuária Capanema (Coagro), com sede em Capanema (Sudoeste do estado), está superando graves dificuldades acumuladas ao longo dos últimos anos, após completo programa de saneamento das finanças. Atuais dirigentes preferem não atribuir responsabilidades diretamente, apontando apenas que elas de devem a erros em negócios na gestão anterior.
Com processo de saneamento, novos métodos e administração, a partir de setembro, a Coagro já opera com minucioso planejamento, e em bases sólidas para que volte a crescer de forma, afirma o diretor-geral, Sebaldo Waclawovsky. Ele relata que balanço apresentado no final de agosto - com contas auditadas por duas auditorias externas - mostrou saldo negativo de R$ 4,63 milhões em alguns exercícios anteriores.
Após a renúncia do presidente Afonso Levinsky, no mês seguinte, assumiu o cargo o vice-presidente Vitor Bassegio, e para a direção-geral foi contratado Sebaldo Waclawovsky, ex-presidente da Coopagro (81-92), que ocupou o cargo de diretor-secretário da central regional Cotriguaçu, de Cascavel, e é produtor rural no município há três décadas.
Em novembro, os cooperados autorizaram a venda de ativos, representados pela cota de capital na Cotriguaçu (R$ 1,21 milhão), unidades em Pranchita (R$ 600 mil), Realeza e Santa Izabel do Oeste (R$ 1,65 milhão), frigorífico de suínos em Francisco Beltrão (R$ 325 mil), e outras pequenas unidades menores. Com isso, foi zerada a maioria das contas negativas, e também dilatado para 20 anos financiamento (de cotas-partes) com o Banco do Brasil (R$ 2,9 milhões)
Nas próximas semanas, a Coagro estará operando normalmente, em Capanema, Planalto, Pérola do Oeste, Bela Vista da Carova, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste e Barracão, com dez unidades operacionais, além de um laticínio (com indústria de queijo) com capacidade para 60 mil litros de leite ao dia e uma fábrica de rações com capacidade para 600 t/mês, além de receber e comercializar safras.
Segundo Sebaldo Waclawovsky, o faturamento previsto para o próximo ano deve chegar a R$ 42,3 milhões, com lucro de R$ 650 mil. No plano administrativo, estão sendo substituídos sete cargos diretivos e gerenciais por apenas um de diretor e dois de gerente, e o número de funcionários reduzido de 280 para 180 pessoas. O presidente liderará o Conselho Administrativo, e o diretor-geral será responsabilizado pela execução orçamentária e de metas.





