Cooperativa de crédito pode substituir bancos
Cooperativa
de crédito pode
substituir bancos
Em poucos anos, as cooperativas de crédito poderão preencher um vazio deixado pelo fim dos bancos estaduais, que serão extintos ou privatizados. A previsão é de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e foi feita ontem, em Foz do Iguaçu, durante seminário de planejamento estratégico trienal (2000 a 2002) do Sicredi, sitema que financia a produção de associados a 102 cooperativas agropecuárias de Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Na opinião de Franco, o fim dos bancos estaduais é inevitável. Nos últimos dez anos, essas instituições acumularam um prejuízo de US$ 100 bilhões. A principal causa do rombo, segundo ele, foi a utilização dos recursos pelos governadores de acordo com critérios políticos. Se insistirem em mantê-los, os governadores terão que desviar mais recursos, que poderiam ser usados em saúde e educação.
Segundo o economista, há muito espaço para as cooperativas de crédito crescerem. O grande desafio será evitar vícios que levaram ao fim dos bancos estaduais. É preciso fazer com que os mecanismos decisórios sejam transparentes e que haja um processo eficiente de autofiscalização. (V.D.)





