Cooperativa de crédito diminui efeitos da crise
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sexta-feira, 04 de outubro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O diretor presidente do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Marco Aurélio Almada, participou ontem de um debate em Londrina sobre o papel do associativismo de crédito no mercado financeiro atual. Ele disse que a oferta de crédito nos grandes bancos reflete os altos e baixos da macroeconomia mundial, mas que o impacto será menor se o sistema associativo ganhar adeptos. Isso porque as cooperativas voltam as atenções para as necessidades locais.
Almada afirmou que, em momentos de incerteza, os bancos privados retraem a oferta de empréstimos, enquanto os públicos compensam as perdas para manter a economia em movimento. Ele disse que houve aumento da oferta de 7% no Itaú e de 10% no Bradesco em 2012. Nos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica, os saltos foram de 25% e 42%, respectivamente. "Nas cooperativas, ao contrário da tendência, o foco não é a macroeconomia, mas a realidade local. Assim, o Sicoob cresceu 25% nos últimos anos e não oscila", explicou, ao lembrar que o sistema gera segurança.
As cooperativas podem virar uma alternativa no futuro. "Podem se tornar um instrumento para regular preços de serviços financeiros. Se a população aderir às cooperativas, os outros bancos terão de se ajustar", contou. Para Almada, o Norte do Paraná é importante porque tem taxa de crescimento do sistema maior do que a média.
Encontro Sicoob
O encontro de ontem também serviu para reorganizar o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) no Norte do Estado. Como o banco se desenvolveu muito nos últimos anos, as assembleias passarão a contar com delegados, que prestarão contas de cada região.


