Cooperados da Corol elegem nova diretoria
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Cerca de 250 associados elegeram ontem a nova diretoria da Corol Cooperativa Agroindustrial encabeçada pelo presidente do Sindicato Rural de Cambé, João Menolli. Ele era o presidente da comissão provisória, empossada após a destituição dos conselheiros fiscal e administrativo da entidade. Apenas uma chapa para cada conselho estava inscrita para o pleito, que foi realizado no Rolândia Country Club. A diretoria assume mandado de três anos.
Menolli afirmou que a assembleia também serviu para ratificar a contratação de três empresas que farão auditorias na Corol. A Price Waterhouse Cooper fará o balanço patrimonial relativo a dezembro de 2012 e a Martinelli Advocacia Empresarial levantará questões societárias, trabalhistas, previdenciárias, tributárias, cíveis e também das certidões. Quem avaliará o patrimônio e determinará o valor de mercado da cooperativa será a Engeval Engenharia de Avaliações.
O novo presidente espera que as auditorias fiquem prontas em prazo de 70 a 90 dias e diz que esperará os documentos para tomar qualquer decisão. "Estamos em negociação com os bancos, mas apenas pedimos tempo até completar os levantamentos", conta. Na sequência, ele afirma que chamará uma assembleia para apresentar os balanços, no que define como uma gestão de transparência.
Com dívidas estimadas em R$ 500 milhões, a Corol entrou em racha interno no início deste ano. Um grupo de 600 produtores assinou 903 Notas de Crédito Rural (NCRs), no valor de R$ 15 milhões. Elas foram usadas pela cooperativa como garantia na busca por crédito. Como a diretoria anterior não quitou as NCRs, o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE) começou a executar as dívidas e alguns cooperados acabaram com o nome no Serasa. O problema foi o estopim da crise, que culminou com a destituição da diretoria anterior, comandada por Eliseu de Paula.


