Curitiba - Durante o seminário, os especialistas defenderam a cooperação entre os países e um aumento na participação do Estado na economia como solução para a recessão.
  Para o economista ligado à ONU, Alex Izurieta, ‘‘a única chance para sair dessa crise é uma ação coordenada global’’, além do fortalecimento do estado. ‘‘Precisamos ressucitar o papel do setor público na economia e não só nas ações de infra-estrutura’’, defendeu.
  O economista Thomas Palley reforçou que é preciso ‘‘um governo social-democrata que forneça bens sociais como o seguro saúde e seja capaz de garantir o emprego pleno’’. Para ele a solução da crise deve estar baseada em uma reforma do mercado financeiro, que possa estabelecer um novo modelo econômico que privilegie a demanda interna.
  Já o economista brasileiro José Carlos de Assis disse que a solução deve ser encontrada globalmente. ‘‘A globalização força uma ação conjunta. Não há como sair da crise com ações isoladas’’, afirmou. Outros fatores que reforçam essa posição, para ele, seriam o poderio militar nuclear de vários países, que devem servir para evitar guerras, e os processos de desenvolvimento científico, já realizado por parcerias entre diversos países. (K.L.M.)

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