Coopavel inaugura frigoríficos
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel), com 3,5 mil associados, comemora hoje 29 anos de fundação, fechando um período que seus associados consimderam o mais próspero da organização, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário. Às 15 horas, serão inaugurados frigoríficos de bovinos e suínos. Ao lado do frigorífico de aves, em operação, completam o projeto carne da cooperativa, deflagrado no início da década, quando cooperados e dirigentes decidiram pela verticalização - a transformação da matéria-prima em produto final.
A inauguração das duas unidades, localizadas no Distrito Industrial de Cascavel, contará com a presença da governadora Emilia Belinati (a confirmar), do ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, e do secretário de Política Agrícola do ministério, Ibrahim Faiad - que era o presidente da cooperativa no início da década. O atual presidente, Dilvo Grolli, lembra que, na época, a opção pela verticalização total foi arrojada, inclusive porque a cooperativa decidiu que só aplicaria recursos próprios no projeto, sem recorrer a financiamentos.
Na estrutura que será inaugurada hoje, com 34,5 mil metros quadrados de área construída, foram investidos R$ 25 milhões. O frigorífico de Suínos tem capacidade para abater 1,5 mil cabeças ao dia, e o de bovinos duzentas cabeças. Segundo Dilvo Grolli, as unidades garantirão à cooperativa um faturamento anual de R$ 70 milhões.
A construção dos frigoríficos teve início em 90, e a primeira unidade, de frangos, foi inaugurada em 94, após investimento de R$ 25 milhões. O frigorífico abate 140 mil cabeças ao dia - numa segunda fase, serão 280 mil -, e o ano deve ser fecha com faturamento de R$ 80 milhões. Em todo o complexo industrial, a Coopavel gera mais de 2,5 mil empregos diretos e quatro mil empregos indiretos, além de propiciar fontes de renda e diversificação a duas mil famílias de associados em suas propriedades.
A previsão da diretoria da Coopavel é de que, com estas indústrias, e com outras nove já implantadas (entre elas um laticínio/queijaria), o faturamento global chegue a R$ 280 milhões. Com novos projetos já definidos, em 5 anos será possível chegar a R$ 500 milhões, segundo Dilvo Grolli.





