Uma modificação no sistema de gestão do Iapar para permitir que o instituto possa buscar recursos na iniciativa privada. Essa é a proposta de Wilson Pan, que participou da audiência pública representando a Coooperativa Agroindustrial Corol, para amenizar os riscos de não continuidade de linhas de pesquisa importantes para o setor agropecuário no Paraná.
O modelo, segundo ele, já é utilizado pela Embrapa e pela Codetec, insitutição ligada às cooperativas do Estado cuja projeção de lucros é de R$ 30 milhões ao ano. ''O Iapar também deve ter o direito de buscar recursos e receber royalties por suas tecnologias, sem prejuízo da autonomia'', afirmou.
A idéia é endossada por Sérgio Roberto Dotto, presidente da Associação dos Engenheiros Agronômos de Londrina e representante da Federação das Associações de Engenheiros Agronômos do Paraná. Ele acredita que o melhor caminho é a aprovação de convênios com a iniciativa privada. ''Mas isso requer certa ordem'', disse.
Dotto lembrou que o Iapar é fundamental na geração de tecnologias para café, algodão e cítricos no Estado, além de técnicas consagradas de conservação e manejo do solo. ''Pesquisa não se faz da noite para o dia, um projeto leva de dez a 15 anos para começar a produzir'', enfatizou. (C.A.)

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