Brasília - Para incrementar as exportações de peixes de água doce, como pintado, tambaqui, pacu, pirarucu, piau, tucunaré e dourado, e de outros pescados, como a tilápia, a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil) e a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca assinaram ontem convênio no valor de R$ 2,15 milhões. Os recursos serão destinados à divulgação dos pescados brasileiros no mercado mundial.
Fabricação de material de divulgação no exterior e capacitação para exportação e promoção comercial fazem parte da lista de prioridades. As medidas beneficiam principalmente os produtores das áreas da Amazônia Legal e do Pantanal. A intenção do governo é elevar as exportações para 50 mil toneladas em 2005, contra 33 mil toneladas em 2003 e previsão de 40 mil toneladas neste ano.
''Queremos ampliar as relações comerciais com mercados promissores, como Oriente Médio, Japão e China'', afirmou o ministro da Aquicultura e Pesca, José Fritsch, que assinou o convênio ao lado do presidente Apex-Brasil, Juan Quirós. A intenção também é incrementar as vendas para os principais destinos dos pescados brasileiros: Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha, Bélgica e Itália.
''A proposta é inserir mais empresas no projeto. Nós iniciamos com 20 empresas e esperamos reunir 70 até 2005, gerando mais de 3,5 mil empregos diretos'', disse Quirós. O representante da Apex-Brasil disse que neste mês o governo fez uma primeira divulgação desses pescados no mercado externo, durante feira realizada em Bruxelas. ''Na feira, fechamos US$ 2,17 milhões em negócios. Para os próximos 12 meses, a estimativa é fechar US$ 23 milhões'', disse.
Fritsch disse que outra boa notícia para o setor pesqueiro é que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve publicar, ainda nesta semana, instrução normativa com novas regras para licenciamento ambiental de projetos de psicultura.
Há cerca de 1.200 projetos na secretaria à espera de licenciamento. Outra intenção do ministro é estimular o consumo interno de camarão. A idéia é que de 20% a 25% da produção seja destinada ao mercado interno. ''Não podemos depender tanto das exportações'', finalizou.

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