Folha de LondrinaAula de mecânicaUm dos 1,7 mil alunos que serão preparados até o fim do ano no Centro Automotivo do ParanáA montadora Renault irá utilizar os recursos e instalações da escola do Senai para fazer os treinamentos e cursos específicos para os trabalhadores que vão atuar na fábrica de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). O acordo entre a montadora e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) foi firmado ontem entre o presidente da Renault do Brasil, Pierre Poupel, e o presidente da Fiep, José Carlos Gomes Carvalho. A intenção é formar 1,7 mil alunos para as montadoras até o final do ano.
O Senai está treinando futuros profissionais para o setor automotivo, desde julho do ano passado, quando foi inaugurado o Centro Automotivo do Paraná. Por enquanto, os cursos são de formação geral, onde os aprendizes têm aulas de pintura automotiva, solda, montagem, funilaria e operação logística. Os cursos são de qualidade e produção, segurança no trabalho e relações humanas.
Com o novo convênio firmado, os professores vão ensinar cursos específicos direcionados apenas para a Renault. A montadora Chrysler, que está se instalando em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba) também manifestou interesse em capacitar os funcionários através de cursos do Senai.
O diretor do Centro Automotivo do Paraná, Pedro Andriolli Silva, disse que os treinamentos pontuais começarão assim que a Renault se aproxime do início da produção. ‘‘Nós iremos treinar os funcionários da montadora, dando cursos mais detalhados, que atendam as exigências da empresa’’, afirmou Silva. A montadora deverá fabricar o carro Megané a partir do início de 1999.
O Centro Automotivo do Paraná já formou duas turmas de 298 e 299 alunos cada uma. Eles tiveram 160 horas de curso, todos os dias. Quando se formam, as fichas dos aprendizes são encaminhadas para o Sine (Serviço Nacional de Empregos). As montadoras contratam mão-de-obra após contato com o Sine.
O acordo fechado ontem entre Renault e Fiep faz com que a montadora forneça os equipamentos e carros, que serão utilizados durante as aulas. A montadora faz ainda a qualificação dos professores, que vão ministrar as aulas. O convênio vai até o ano 2000.
Os cursos são gratuitos para os alunos. A Secretaria Estadual do Trabalho, com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador, financia parte do projeto. Cada estudante custa em média R$ 400.

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