O INSS firma convênio com empresas, através do qual o órgão federal repassa o benefício diretamente para a empresa e não para o trabalhador com doença ocupacional. O INSS, em Brasília, informou que atualmente o órgão mantém convênios com cerca de 3.500 empresas em todo o País, que recebem recursos do governo federal para o pagamento de benefícios ao trabalhador doente.
Na assessoria do órgão, em Brasília, a informação é que o valor do benefício pago para o funcionário afastado corresponde a uma média dos salários recebidos nos últimos 36 meses, que contabiliza inclusive os valores das horas-extras pagas. Essa foi a justificativa para o INSS repassar valores maiores que o salário atual. Na Superintendência do INSS, em Curitiba, a informação é que o órgão faz uma média de 80% das maiores contribuições dos salários integrais pagos desde julho de 1994.
''A confusão começa aí'', disse o sindicalista Núncio Manalla. Segundo ele, o mesmo órgão dá versões diferentes sobre o caso, o que aumenta ainda mais a falta de informação para o trabalhador, que na maior parte das vezes são pessoas simples, com dificuldades de acesso à informação correta e à internet.
Outra preocupação do sindicalista corresponde à falta de transparência com as listas que contêm nomes e valores dos benefícios das empresas conveniadas ao INSS. A Superintendência do INSS, em Curitiba, disse por meio de sua assessoria de imprensa que as listagens correspondem a acesso restrito do órgão e não podem ser divulgadas.

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