Convênio beneficia PR na venda de café via CPR
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terça-feira, 07 de abril de 1998
Oswaldo Petrin 
Josoé de CarvalhoParceiraAntônio Abrão, da BCML, e Luiz Ferrari, do CCCNP: convênio beneficia ParanáO Centro do Comércio de Café do Norte do Paraná (CCCNP) e o Banco do Brasil vão firmar convênio para comercialização de café através da Cédula de Produto Rural (CPR). A assinatura será no próximo dia 16, às 11h20, durante o Encontro Técnico de Comercialização de Café Padrão Paraná, na Casa do Cafeicultor, Parque Ney Braga. Pelo convênio, o BB habilita o CCCNP a emitir os laudos dos lotes comercializados.
O anúncio do convênio foi feito ontem pelos presidente do CCCNP, Luiz Roberto Ferrari, e o presidente da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina (BCML), Antônio Abrão. Além do convênio, palestras e debates sobre crédito e comercialização, o CCCNP vai anunciar, durante o evento, os números da safra paranaense - com base em levantamento próprio - e lançar seu boletim sobre mercado cafeeiro.
Através do convênio entre BB e CCCNP, está prevista forte injeção de recursos nas regiões cafeeiras do Paraná. Espera-se para este ano a comercialização via CPR de pelo menos 125 mil sacas de café, o equivalente a R$ 20 milhões. Para a entrada desse volume bastará que apenas 5% da safra seja comercializada antecipadamente pelo sistema. Por prudência dos órgãos envolvidos, a estimativa é subestimada mas, na realidade, o volume de comercialização pode ser maior, diante das vantagens proporcionadas pelas CPR.
Os técnicos do CCCNP é que vão julgar a qualidade do produto. O Centro criou um corpo de classificadores e provadores. Esta é a grande vantagem para os produtores e comerciantes paranaenses. Isto vinha sendo feito pela Bolsa Mercantil e de Futuro (BM&F) que tinha como indicadores de cafés do cerrado, o que explica o pouco acesso do Paraná nesta modalidade de comercialização.
A busca de um convênio para viabilizar leilões de CPR partiu da constatação de que o Paraná vem tendo participação reduzida no processo. Recentemente, em Brasília, Antônio Abrão e Ferrari verificaram que apenas cerca de 150 mil sacas de café haviam sido comercializadas via CPR, cerca de 0,48% da safra nacional de 32 milhões de sacas.


