Convenções e acordos têm o melhor índice
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quinta-feira, 09 de março de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As convenções e acordos coletivos demonstraram avanços em 2005 no Brasil. No ano passado, 88% das 640 negociações salariais registradas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários (Sas) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) resultaram em reajustes superiores ou iguais à inflação.
Os dados, divulgados ontem, são relativos apenas a negociações salariais na indústria, no setor de serviços e no comércio. Trata-se do melhor índice registrado desde que o Dieese iniciou esse tipo de levantamento, há 10 anos.
''Esse desempenho foi motivado por várias razões: a inflação em queda, o aumento real do salário mínimo (que pressiona reajustes e influencia o piso salarial de algumas categorias), o crescimento do emprego formal, o aumento do crédito, a balança comercial favorável (apesar da valorização do real) e a expectativa de maior crescimento da economia em 2006'', comentou Sandro Silva, técnico do Dieese.
No Paraná, 56 negociações salariais na indústria, no setor de serviços e no comércio foram monitoradas pelo Sas. Destas, 82,1% geraram reajustes superiores ou iguais à inflação. É um desempenho inferior ao registrado em toda a região Sul, onde 89,9% dos reajustes igualaram ou superaram a inflação.
O Dieese também divulgou o saldo de empregos formais no Paraná em 2005. Segundo o departamento, a diferença entre contratações e demissões no Estado no ano passado foi de 72.374 de novos postos de trabalho. Entretanto, na faixa de rendimento igual ou superior a cinco salários mínimos, houve perda de mais de 15 mil postos de trabalho.


