O reajuste salarial e o trabalho aos sábados à tarde continuam emperrando as negociações para o fechamento da Convenção Coletiva entre o Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina e o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval). A convenção venceu no dia 1º de maio (data-base dos empregados) e, até agora, patrões e empregados não chegaram a um acordo. Por enquanto, o comércio deve obedecer apenas ao Código de Posturas do Município que determina a abertura somente no primeiro sábado após o 5º dia útil do mês.
Os comerciários reivindicam um aumento real de, pelo menos, 10% sobre o atual piso - que é de R$ 380 para continuar trabalhando em dois sábados por mês. O sindicato patronal, por sua vez, propôs reajustar o salário pelo índice da inflação do período mais 1%. ''Por esse aumento, aceitamos trabalhar apenas em um sábado por mês, como determina o Código de Posturas'', afirma Célio Vila, diretor-secretário do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina. O comércio emprega quase 10 mil pessoas, é a maior categoria de trabalhadores da cidade.
O presidente do Sincoval, Uzier de Carvalho, informa que a proposta é constar na convenção apenas a jornada de trabalho da categoria que é de 44 horas semanais sem determinar em quais dias o funcionário deverá trabalhar. No último acordo, está estipulada a jornada semanal e especificado que os comerciários podem trabalhar em até dois sábados por mês. ''Os sábados não podem ficar determinados porque isso vai atrapalhar o Londrishow, a campanha lançada pela Acil neste mês''.
Carvalho afirma que a classe patronal não irá fechar a convenção para voltar a trabalhar em apenas um sábado à tarde por mês. ''Isso é impossível, o que nós queremos é isonomia para o Centro, já que todos sabem que outras partes da cidade abrem aos sábados à tarde'', comenta. Vila argumenta que Londrina tem um dos menores pisos salariais do Estado.

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