Controle preventivo de doenças infecciosas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Ana Paula Nascimento<br>De Londrina 
O professor Paulo Lourenço da Silva, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), defende a necessidade dos programas preventivos para controle de doenças infecciosas nas empresas produtoras de alimentos. Silva fala hoje, às 10 horas, no Sumatra sobre biossegurança na produção de aves e suínos. A palestra faz parte do programa da 1 Feira Internacional de Genética, Processamento, Insumos e Tecnologia Animal (Figtec) que vai até sexta-feira.
Cada vez mais as empresas brasileiras estão se conscientizando da importância de se investir em programas de biossegurança. O investimento é alto, mas é uma forma de fugir do risco de sacrificar um lote inteiro de animais contaminados.
Silva também comentou que apesar de nos últimos anos as empresas terem feito investimentos pesados em biossegurança, ainda há empresários resistentes a esse conceito de produção. ''Na maioria das vezes isso acontece porque a empresa participou de projetos mal elaborados, e que, portanto, não promoveram resultados eficientes'', avaliou.
Como parte das medidas de biossegurança, há o conceito de análises de pontos críticos da linha de produção desde a ração consumida pelos animais, embalagem utilizada no processamento, até as condições que o produto chega ao consumidor. ''Esse conceito começou a ser utilizado na preparação de alimentos para astronautas, e hoje está bem assimilado pela indústria alimentícia'', comentou.
''O homem é o principal meio disseminador de doenças e é importante que as empresas viabilizem locais adequados para higienização eficiente dos funcionários antes deles começarem a trabalhar'', disse Silva, lembrando que os focos de doenças podem estar presentes nas roupas, narinas e pele.


