Curitiba - O combate à sonegação fiscal e à fraude nos postos de combustíveis através do controle das bombas nos postos, fiscalização iniciada em Maringá e Londrina no ano passado, foi estendida para Curitiba e Região Metropolitana. Ontem, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e a Receita Estadual iniciaram a instalação de lacres nas bombas dos postos da cidade. Até agora, metade dos 2,5 mil postos de combustíveis do Paraná já tem suas bombas lacradas.
O lacre é um equipamento instalado pelo Ipem que permite aos fiscais identificar o volume de combustível que passa pela bomba. A informação revelada pelo equipamento será confrontada com as notas fiscais de compra dos combustíveis. O lacre vai ajudar a reduzir fraudes de adulteração da gasolina, álcool e óleo diesel.
O lançamento da campanha em Curitiba e região metropolitana aconteceu na sede da Secretaria de Estado da Fazenda, com a presença do secretário Heron Arzua, do presidente do Ipem, Leonaldo Paranhos, e do coordenador do Procon, Algaci Túlio. Logo depois, o equipamento contra fraudes foi instalado nas bombas de um posto da Avenida Sete de Setembro, em Curitiba.
Além de Maringá e Londrina, a fiscalização já foi implantada também em Cascavel, Foz do Iguaçu, Umuarama e litoral do Estado. Segundo o diretor da Receita Estadual, Luiz Carlos Vieira, já é possível identificar o aumento de arrecadação no setor combustíveis e redução nas fraudes após a implantação do sistema de controle nos postos.
Em março de 2003, o índice de adulteração de combustíveis era de 22% no Paraná e 12,4% no Brasil. Em julho do mesmo ano, depois de implantado o controle nas bombas a adulteração caiu para 4,1% no Paraná. A arrecadação do setor subiu de R$ 25,6 milhões para R$ 27,8 milhões depois da fiscalização.
A Secretaria da Fazenda identificou que a arrecadação do setor está menos concentrada, o que revela que mais empresas passaram a contribuir. Para o secretário Heron Arzua, o aumento de arrecadação não foi maior porque o setor de combustíveis tem um sistema de recolhimento diferenciado. O imposto já é recolhido quando sai da refinaria. ''Portanto o residual a pagar é muito pequeno'', afirmou o secretário.

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