A companhia norte-americana de telecomunicações WorldCom Inc., que no Brasil controla a Embratel, confirmou na noite de quarta-feira, em Nova York, um corte de 6% a 7% de seus funcionários, na primeira demissão em massa da história da companhia. A empresa não anunciou publicamente as demissões, mas confirmou que entregou ‘‘comunicados’’ de redução de pessoal a cerca de 6 mil funcionários na quarta-feira.
Os cortes ficaram abaixo do previsto inicialmente pelo mercado, que projetava demissão de até 15% dos funcionários da empresa. A WorldCom tem 90 mil funcionários, 77 mil deles em tempo integral. Não devem ocorrer novos cortes.
As demissões estão sendo feitas como parte do programa de reestruturação para mudar o foco da empresa. A WorldCom está em processo de dividir-se em duas empresas.
A companhia também planeja lançar tracking stocks (ações que acompanham o desempenho de uma unidade) para seus negócios de menor crescimento, incluindo sua unidade de longa distância ao consumidor.
A WorldCom quer centrar sua estratégia no aumento da receita com os serviços de transmissão de dados aos clientes empresariais. A WorldCom vem enfrentando fraco crescimento da receita diante da queda dos preços de telefonia de longa distância e da grande disputa com novos concorrentes, como as companhias de telefonia regional.
De acordo com o diretor regional da Embratel no Paraná, Renato Maezuka, não vai ocorrer nenhuma mudança no quadro funcional da empresa no Estado. Ele diz que as demissões anunciadas quarta-feira se aplicam apenas a países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde há uma tendência de reestruturação das empresas de telefonia. ‘‘Esse não é o caso brasileiro, muito menos paranaense’’, afirmou. Ele lembrou ainda do bom desempenho da Embratel em 2000, anunciado recentemente, como prova de que a empresa não tem interesse em reduzir pessoal.

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