Contribuintes se sentem reféns e consideram imposto revoltante
Um imposto revoltante. Para muitos londrinenses ouvidos na última semana pela Folha, o aumento da CPMF, que hoje passa de 0,30% para 0,38%, é mais uma mordida do governo no bolso do contribuinte. Muitos entrevistados propõem que a população faça um movimento contra o pagamento do tributo e até que o governo realize um plebiscito para saber a opinião da sociedade. Alguns dizem que se sentem reféns do governo e afirmam que o imposto é absurdo.
O escriturário Maurílio Coelho da Silva afirma que o aumento é péssimo e propõe que as pessoas façam uma corrente contra o pagamento do tributo. Estamos aceitando tudo o que o governo impõe. O presidente faz a lei e nós é que pagamos. O pior é que até agora não sabemos pra onde vai este dinheiro. Com certeza não está sendo bem utilizado.
O tributarista José Antonio Maciel concorda que a única alternativa para os brasileiros é fazer um movimento que apure, entre outras coisas, para onde o dinheiro está sendo canalizado. O governo disse que usaria na saúde. Mas não prestou contas. Esta cobrança de 0,38% é um absurdo. É um valor alto, que pesa no bolso. Eu concordaria em pagar no máximo 0,20%.
O operador de caixa Luciano Alves de Moraes defende uma maior fiscalização do uso do dinheiro arrecadado com o imposto. Estamos no escuro. Não temos como conferir o uso do dinheiro. Eu sou favorável ao pagamento de uma alíquota de 0,01%. Afinal, quem tem conta no banco tem dinheiro. Mas acho que a poupança deveria ficar isenta porque todo mundo precisa ter uma conta dessas, inclusive os pobres.
Mensalmente, a comerciante Suzana de Oliveira paga R$ 300 de CPMF. O acréscimo vai fazer muita diferença. Este é um imposto que será incorporado para sempre. Ao invés de sanear suas contas, o governo prefere aumentar os tributos.(C.L.).





