Contribuições sociais são caras, admite FHC
Anteontem, em São Paulo, Rogowski acertou com o primeiro vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, a adoção de medidas para eliminar entraves ao ingresso de capital produtivo alemão no Brasil. A idéia é acelerar as avaliações de impacto ambiental, em projetos de infra-estrutura, e reduzir a burocracia nas alfândegas.
Fernando Henrique admitiu que as contribuições sociais cobradas no País alcançam um volume elevado. É preciso buscar uma fórmula criativa para a redução e substituição das contribuições. Ele reclamou da dificuldade de aprovação, no Congresso, de propostas relacionadas à reforma tributária e citou o caso do projeto que torna flexível a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Gostaria que as empresas presentes, as brasileiras, ajudassem a fazer andar esse projeto, pediu, no encontro no Itamaraty. Está no Congresso, precisa ser votado. O presidente lembrou que a comissão parlamentar criada com o objetivo de encontrar soluções para a questão dos impostos em cascata, especialmente a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), representa uma oportunidade de avançar. Mas não é tarefa fácil, admitiu.





