Contratos poderão ser revistos
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sábado, 09 de abril de 2005
Fabiana Futema<br>Folhapress 
São Paulo A Empresa Gestora de Ativos (Emgea) da Caixa Econômica Federal está estudando uma forma de resolver o problema do desequilíbrio financeiro de cerca de 200 mil mutuários que tiveram seus contratos assinados até 1994 e que possuem diversos tipos de distorções, como saldo devedor superior ao valor do imóvel e prestações altas demais.
A maioria desses mutuários, que tomaram empréstimos para a compra de imóveis na Caixa Econômica Federal, está em situação de inadimplência.
''Existem mutuários que são profissionais liberais e seus contratos de equivalência salarial são reajustados de acordo com o salário mínimo. Como o salário mínimo obteve ganhos reais, esses mutuários ficaram com prestações impagáveis'', disse Gilton Pacheco, presidente da Emgea.
No entanto, o executivo disse que, por enquanto, a abertura de um plano de renegociação desses contratos está na esfera do planejamento. ''Estamos estudando ainda a situação desses contratos. Qualquer decisão será tomada em outra esfera'', disse.
A Emgea foi uma estatal criada em 2001 durante a reestruturação patrimonial da Caixa Econômica Federal. Na ocasião, a Caixa transferiu para a Emgea todos os contratos mobiliários tidos como desequilibrados financeiramente e de difícil recebimento.
Segundo Pacheco, os contratos que poderão ser beneficiados com um possível plano de renegociação são aqueles sem a cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS ).


