A expectativa de aumento das exportações de carne bovina depois que vários países suspenderam as compras do produto da Argentina, a valorização do dólar e a resistência dos pecuaristas elevaram os preços dos contratos de boi gordo no pregão de ontem da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Alguns vencimentos chegaram a subir mais de 20 pontos, o que, para corretores, é uma forte alta. Durante o pregão, agosto subiu R$ 0,50, para R$ 42,50 por arroba; setembro subiu R$ 0,45, para R$ 43,30; e outubro subiu R$ 0,40, para R$ 44,15/@.
‘‘Os preços continuam estáveis no físico, mas os frigoríficos têm muita dificuldade em comprar em São Paulo e as escalas de abate não alongaram’’, afirmou Elio Micheloni, da Hencorp Commcor Corretora. Brokers disseram que a maioria dos compradores têm escalas de abate fechadas até segunda-feira, mas alguns frigoríficos vão abater abaixo da capacidade normal nos próximos dias, pois não conseguem comprar. ‘‘Abatedouros grandes e médios compram animais para segunda-feira, mas não estão com as escalas totalmente fechadas para sábado’’, disse Micheloni. Em Mato Grosso do Sul, as escalas estão programadas para segunda-feira.
Corretores disseram que os pecuaristas enxergaram a possibilidade de maiores exportações de carne bovina do Brasil e de preços mais altos no mercado físico depois da notícia da suspensação das importações da Argentina determinada por vários países nos últimos dias.
A alta do dólar também pode favorecer as exportações brasileiras. ‘‘A alta na cotação do dólar pode estimular as vendas do Brasil, pois os exportadores ganhariam mais.’’(Agência Estado)

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