Contratos ainda são de risco, aconselha a AEB
A utilização do euro nas negociações de comércio exterior deve ser evitada por enquanto, de acordo com o diretor-técnico da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro. De acordo com ele, durante os próximos meses, a cotação real da nova moeda, que começou a ser negociada ontem, ainda estará sendo formada, colocando em risco contratos feitos agora. Para ele, seria arriscado para ambas as partes envolvidas nos negócios a utilização do euro, com pagamento a prazo, como ocorre de costume nas exportações. Segundo o diretor da Interaduana, empresa prestadora de serviços de câmbio e despachos aduaneiros, Alcino Furtado, a cotação consolidada só ocorrerá no segundo semestre.
Furtado recomenda que, até lá, os contratos continuem sendo feitos em dólar. O que temos hoje é uma cotação decretada. Os importadores de produtos europeus deverão sofrer pressão para aceitar contratos em euro, de acordo com Furtado. Esse será, de acordo com ele, o estímulo dado pelos países europeus, que deverão procurar elevar a participação da nova moeda nas suas reservas. Furtado afirma que há como impor a adoção da nova moeda, já que as exportações desses países são usualmente financiadas na origem.





