Contrato de R$ 1,1 bilhão
Outro assunto preocupante e que já foi motivo de alerta feito pela equipe de transição do governo Requião é o valor do investimento que será feito pela Copel, em 2003, só com a aquisição de energia da empresa argentina Cien e da UEG Araucária.
Conforme foi divulgado na ata, os conselheiros foram informados que no ano que vem a Copel vai gastar R$ 1,1 bilhão com a compra de energia dessas duas empresas. Esse desembolso é obrigatório em função de contratos já firmados. Esse valor representa a quinta parte do desembolso total que a empresa terá somando as despesas operacionais, com pessoal, pagamento de impostos, pagamento de dívidas, distribuição de dividendos aos acionistas e ainda com a munutenção de um programa de investimentos.
A projeção é que o orçamento total da estatal deve consumir um total de R$ 5 bilhões, enquanto só as duas empresas vão consumir R$ 1,1 bilhão. Para a compra de energia da Itaipu Binacional, empresa tradicional no fornecimento de energia elétrica à Copel, a companhia programa gasto de R$ 436,5 milhões.
A Assembléia analisou também a participação da Copel Geração em mais uma parceria, dessa vez como sócia majoritária de um consórcio de geração de energia, com 73% e a UEG Araucária, com participação de 27%. A criação da parceria está sendo analisada pela Aneel. A Copel quer que o empreendimento da Usina de Araucária seja caracterizado como produtor independente.





