Os recursos previstos em contrato com a concessionária de pedágio Econorte para a construção do contorno norte, para ligar Cambé a Ibiporã por fora de Londrina, contemplam somente 29% do necessário para custear uma obra que atenda as necessidades atuais da região. O acordo original, modificado após aditivos desde a assinatura da concessão em 1997 entre o governo do Paraná e a empresa, exigia apenas uma pista simples e em uma rota que hoje já não está fora da zona urbana, o que exigira modificações.
Em reunião de lideranças políticas e empresariais de municípios da região na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), na sexta-feira, 25, representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Econorte apresentaram duas propostas para a região, uma do contorno norte deslocado para além da zona urbana, diferentemente do projeto original, e outra de um anel viário.
O objetivo era trazer o debate para a sociedade civil local, na tentativa de definir melhor questões como custo, formato e trajeto, para desafogar o tráfego urbano, reduzir acidentes e criar um novo corredor de desenvolvimento para a Região Metropolitana de Londrina (RML).
Porém, o tema é espinhoso porque há a possibilidade de se trocar o contorno norte pela antecipação da duplicação de trecho da BR-369, entre Cornélio Procópio e Jataizinho. Nas mãos da mesma concessionária, a obra está prevista apenas para último ano de contrato, em 2021, e custaria valor equivalente aos recursos disponíveis para o projeto original em Londrina. Possibilidade que também atraiu ao debate lideranças do Norte Pioneiro.

Concessionária responsável pelo trecho da BR-369 entre Cambé e Cambará

Região composta por 25 municípios


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup