O governo federal vai lançar em fevereiro os contratos de opção para a comercialização da safra 96/97. Esta nova forma de comercialização vai substituir em parte antigos mecanismos, como o EGF e a AGF, e vai marcar um maior afastamento do governo do setor. O anúncio foi feito ontem, em Curitiba, por Guilherme Leite Dias, secretário nacional de política agrícola.
‘‘O contrato de opção é uma AGF programada’’, explicou Dias. Segundo ele, o governo vai vender os contratos em leilões públicos por preços simbólicos que ainda serão definidos. A partir da compra do contrato o produtor ganha o dinheiro de, mais tarde, vender sua produção ao governo se não conseguir colocar o produto no mercado.
‘‘Trata-se de uma AGF programada porque o governo, com base numa análise da situação do governo, define em quais regiões do País precisa intervir de forma mais agressiva colocando alí mais contratos em leilão’’, explicou.
A intenção do governo é deixar o setor privado assumir a comercialização da safra. ‘‘Isto não quer dizer que o governo não vai mais comprar, mas o ator principal da comercialização passa a ser o próprio produtor’’, esclareceu Dias.
Segundo ele, os contratos de opção vão valer para todos os produtos, mas a demanda maior deve ser pelo milho, cujo preço de mercado já está abaixo do mínimo antes mesmo do pico da colheita da nova safra. De acordo com Dias, o governo quer retirar do mercado entre 6 e 7 milhões de toneladas do produto, o que representa 25% da safra nacional.
‘‘Esta parcela da safra será retirada do mercado através dos contratos de opção e de outros mecanismos de comercialização, como EGF e AGF’’, informou. Segundo ele, com esta intervenção no mercado o governo espera que o mercado pratique pelo menos o preço mínimo na comercialização da safra. (E.F.)

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