Contrato com a Esco chega hoje nas mãos do juiz
Hoje o juiz da 4 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Nilson Mizuta, recebe o processo que questiona a parceria da Copel com a Escoeletric Ltda, empresa de montagem de máquinas e usinas. A ação popular, movida pelo advogado Abrão Celli, denuncia a participação minoritária da estatal e a falta de licitação.
A partir de hoje, a ação começa a ser analisada pelo juiz, que deve anunciar sentença dentro de 90 dias. A Escoeletric tem 40% de participação acionária da Copel. Outros sócios na empresa são a Construtora Mogno, a M.B.C. Participações e a P.E.M. Engenharia. A Mogno tem como sócia-gerente Vera Gulin, mulher do empresário Donato Gulin, aliado político do governador Jaime Lerner (PFL).
Celli questiona também na ação a participação das outras três empresas que não teriam experiência no ramo de energia elétrica. Ele ainda vê irregularidade no fato de a Copel ser sócia minoritária ''quando ela é que detém a competência para fazer o trabalho''.
Outro questionamento da ação popular é que as empresas não fizeram licitação para participar da Escoeletric. ''Desejasse a Copel constituir uma nova empresa deveria fazer a licitação para quem quisesse participar da nova sociedade a ser constituída.''
Outra ação popular também está prestes a receber uma sentença judicial. A medida trata da constituição de outra parceria, a Foz do Chopim Energética, formada para a construção da Usina de Foz do Chopim. A falta de licitação e a participação acionária minoritária da Copel também são questionadas. Essa ação corre na 3 Vara da Fazenda Pública de Curitiba. (Ellen Taborda, de Curitiba)





