Contratar créditos exige cuidados
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terça-feira, 22 de agosto de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A cada dia, novas modalidades de crédito surgem à disposição dos consumidores. Outras, mais antigas, são aprimoradas para atrair mais clientes. Este é o caso do crédito liberado direto no caixa eletrônico. Até algum tempo atrás poucas pessoas tinham conhecimento desse tipo de empréstimo, mas agora boa parte das instituições financeiras estão fazendo uma campanha de marketing acirrada para ''vender'' esse modelo de serviço: ao passar o cartão no caixa eletrônico, o cliente recebe a informação de que é possível realizar esse tipo de empréstimo.
O dinheiro é fácil, mas o consumidor deve tomar alguns cuidados antes de realizar esse tipo de financiamento. Segundo a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ekaterine Karageorgiadis, é preciso que ao fazer esse tipo de oferta, a agência informe ao consumidor todas as taxas embutidas no empréstimo, como juros, administração e multas por atraso.
Também é preciso apresentar todas as formas de pagamento, simular as prestações - com os juros - e explicar como será disponibilizado esse dinheiro ao cliente. ''O que sempre tem que ser levado em conta é o direito à informação. Se o consumidor for bem informado, não há nada de ilegal nesses tipos de operações'', comenta Ekaterine.
De qualquer forma, a advogada do Idec comenta que mesmo que toda transação seja realizada via caixa eletrônico, o banco tem que ter o contrato no papel, ou ao menos no computador para ser impresso. ''E, se tiver alguma dúvida desse tipo de contrato, o cliente deve procurar o gerente e pedir mais informações'', recomenda. Na opinião de Ekaterine, como o dinheiro é fácil, o mais indicado é o consumidor resistir à tentação. ''As pessoas têm que ter ciência de que essas são estratégias que os bancos usam para aumentar o próprio lucro'', frisa.
Segundo o assessor técnico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, essa modalidade de crédito vem crescendo nos últimos tempos. E se trata de uma forma de empréstimo com tecnologia. ''É uma ferramenta mais eficiente e cômoda de oferecer crédito ao consumidor'', garante. Ele lembra que esse modelo de operação está enquadrado dentro das leis federais.
Vian destacou ainda que algumas pessoas podem alegar que se trata de uma ferramenta ilegal já que não há um contrato no papel, com assinaturas de ambas as partes. Porém, existe a assinatura digital que é a senha do cliente. ''A senha é a assinatura do cliente'', reitera o técnico. Conforme ele, se trata de um financiamento seguro, já que é bastante fácil detectar uma fraude, seja através das imagens das câmeras colocadas nas agências, ou mesmo nas transações financeiras realizadas pelo titular da conta.


