Contratações cresceram em novembro
Agência Estado
Do Rio
Pelo terceiro mês consecutivo, o emprego industrial cresceu no País. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de trabalhadores contratados em novembro aumentou 0,3% em relação a outubro. Com a recuperação nos últimos meses, a previsão é de que o emprego tenha encerrado 1999 em queda de 7,5% a 8%, resultado melhor do que os 9% registrados no ano anterior.
A gerente de Análises de Dados da Indústria do IBGE, Miriam Ferreira, ressalta, porém, que a retomada do emprego é recente e os indicadores de longo prazo ainda estão negativos. As vagas industrias se retraíram em novembro 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado e 7,8% no acumulado de janeiro a novembro.
A tendência é que o reaquecimento da economia estimule um aumento na oferta de emprego no primeiro trimestre, projetou. A perspectiva leva em conta o bom desempenho do indicador a partir de agosto. O número de postos de trabalho cresceu 0,7% de agosto a novembro. É uma recuperação consistente, afirmou.
O levantamento feito pelo IBGE indicou que houve expansão em 14 dos 22 setores pesquisados, com destaque para o crescimento de 2,6% no ramo de couros e peles e de 2% no mobiliário. A expectativa é que as dispensas no complexo metalmecânico diminuam de intensidade. No ano, a indústria de metalurgia, por exemplo, acumula uma queda de 12,3% nos postos de trabalho. A técnica aposta também em uma recuperação de segmentos como o vestuário e têxtil, beneficiados pela desvalorização cambial de janeiro do ano passado.
A pesquisa revelou que as indústrias da região Sul e de São Paulo tiveram o melhor desempenho em novembro. O Estado é o principal centro econômico do País, com grande influência no cálculo do indicador nacional, explicou. O emprego cresceu 0,2% entre outubro e novembro. Já no acumulado do ano, a indústria registra que perda de 5,1%.
O fechamento de vagas foi mais intenso em Minas Gerais, com queda de 1,1% no nível de emprego. No ano, o Estado registra uma perda de 9,9%, bem acima da média geral da indústria. Segundo a gerente do IBGE, a região foi uma das mais prejudicadas pela desaceleração da economia interna com a alta dos juros.





