Uma informação de que a diretoria do Banestado havia contratado às pressas bancários do HSBC ou ex-funcionários do banco, que saíram no Plano de Demissão Voluntária, para trabalhar em caráter de emergência no departamento de informática causou tumulto entre os grevistas. O setor é essencial para o funcionamento da instituição financeira. No meio da tarde, eles tentaram entrar no Conglomerado Santa Cândida, onde está o centro nervoso do banco. A Polícia Militar foi chamada para controlar a situação. O Banestado não confirmou a requisição de mão-de-obra.
A adesão à greve está restrita a oito municípios: Curitiba, Londrina, Cambé, Apucarana, Umuarama, Toledo, Cornélio Procópio e Jacarezinho. Ao todo são 16 agências no interior e 20 na capital com atendimento comprometido. Em algumas agências houve a opção de parar algumas horas do dia, mas em pelo menos dez a paralisação foi total.
Os bancários estão em greve para garantir manutenção de emprego e o não fechamento de agências após a privatização do Banestado. Eles querem ainda mudanças no contrato coletivo de trabalho e reajuste salarial. O Banestado diz não poder atender às reivindicações.
Na agência da Comendador Araújo, em Curitiba, acabou o dinheiro no caixa eletrônico e não havia ninguém para repor. Um dos clientes se revoltou e ameaçou tocar o carro contra a porta de vidro.
AçõesA Justiça Estadual recebe segunda-feira duas ações populares que pedem a suspensão do leilão de privatização do Banestado. Uma é do Sindicato dos Bancários e a outra dos senadores paranaenses Osmar Dias (PSDB), Alvaro Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).

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