Contratação com registro caiu 0,5%
Rio de Janeiro - Diretamente influenciado pela contratação na indústria, que não mostrou o aquecimento esperado, a quantidade de trabalhadores formais, com carteira assinada no setor privado, caiu 0,5% em relação a junho, o equivalente 42 mil vagas.
Na construção civil, os efeitos foram mais sentidos. O emprego caiu 4,5%, com 65 mil vagas a menos. Segundo Pereira, o setor, intensivo em mão-de-obra, depende muito de investimentos e financiamentos, portanto dos juros. ''Muitos canteiros de obras não foram abertos e outros tantos fecharam'', disse.
Já no comércio houve ligeiro aumento dos ocupados, com crescimento de 1,4%, ou 55 mil vagas. A inflação sob controle, com queda nos preços, gera aumento no consumo, que se reflete na contratação de mão-de-obra, diz o IBGE.
Nos serviços domésticos, houve resultado positivo. Em comparação a julho do ano passado, já foram abertas 195 mil novas vagas, com acréscimo de 13%. Além da maior contratação, o rendimento real dos empregados domésticos também cresceu. ''Ainda não sabemos o motivo, mas pode ser pelo crescimento da renda das famílias'', disse Pereira. (Folhapress)





