Contratação acaba em tiro e facada no porto de Paranaguá
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quinta-feira, 06 de julho de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A contratação de mão-de-obra avulsa para trabalhar na estiva do Porto de Paranaguá terminou ontem em briga entre os portuários contratados e registrados pelo Sindicato dos Estivadores. Os registrados tentaram impedir que os contratados assumissem funções de chefia no embarque de contêineres e por isso formou-se a confusão. O trabalhador contratado Acir Possas levou uma facada nas nádegas de seu próprio primo, cujo nome foi mantido em sigilo. A Polícia Militar precisou disparar alguns tiros para acalmar os ânimos.
O tumulto foi no início da manhã, quando começaria a ser carregado um navio de carga frigorificada. Em uma assembléia na noite anterior, ficou acertado que os registrados iriam aceitar a contratação de até 50% de contratados. O usual é escolher no máximo 20%. Só não aceitamos indicá-los para a chefia de bordo do navio, explicou o secretário do Sindicato dos Estivadores, Hélio Alves dos Santos. Como são maioria (cerca de mil homens), os contratados acharam que poderiam conseguir mudar as regras e pela manhã invadiram o terminal.


