Contrários à privatização retomam guerra judicial
A semana que antecede o leilão promete ser tensa. O retorno de Jaime Lerner (PFL) ao Palácio Iguaçu está previsto para hoje. O governador passou o feriado nos Estados Unidos com a filha Andréa e a mulher Fani Lerner. Os adversários à privatização aguardam seu desembarque para reiniciar a guerra judicial tentando pôr freio no leilão. O Fórum Popular Contra a Privatização da Copel e o PSC, partido do ex-secretário Giovani Gionédis, passaram o fim de semana costurando novas investidas.
A Secretaria do Governo e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) também estão em alerta. Hoje, tentam derrubar, no Tribunal Regional Federal (TRF), liminar concedida ao empresário Guilhobel Aurélio Camargo, suspendendo o leilão. A ação popular questiona o valor pedido às empresas de olho no leilão como garantia. O empresário considera o valor muito alto, superando 1% exigido pela Lei de Licitações.
Guilhobel aguarda ainda manifestação do juiz da 3 Vara da Fazenda em Curitiba. Ação articulada por ele e assumida pelos senadores Roberto Requião (PMDB), Alvaro Dias (PDT) e Osmar Dias (PDT) e pelo deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT) pede a suspensão com os mesmos argumentos. O empresário ajuíza amanhã nova ação, no Supremo Tribunal Federal (STF). Guilhobel vai entrar com uma arguição de descumprimento de preceito fundamental, uma figura jurídica que invalida decisões judiciais tomadas em instância inferior. O empresário quer suspender o leilão em Brasília, para dificultar o trabalho do governo. Para isso depende de um partido político que assuma a ação. O PDT de Leonel Brizola estuda a possibilidade.(L.D.)





