Várias foram as justificativas, especulações e suposições da sociedade e do próprio DAC para explicar os motivos da proibição imposta à Gol de voar de Londrina para São Paulo e Curitiba. Monopólios, falta de horários para pousos e de autorização formal do DAC para a empresa estão entre as mais cogitadas.
Logo no início das discussões sobre o cancelamento dos trabalhos da Gol em Londrina, a assessoria do DAC afirmava que a Gol operava em sistema de fretes na cidade, sem autorização formal para vôos comerciais. Após o ínicio das reuniões entre representantes de Londrina e do departamento, as justificativas para a proibição se transformaram em medidas de segurança, pois o DAC tinha a intenção de diminuir o número de vôos para os aeroportos centrais, como o de Congonhas, em São Paulo.
A falta de horários, no entanto, foi rechaçada pelo coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Unopar, Jonas Liasch, que acreditava em decisão política para a proibição.
As companhias TAM e Varig foram difusas ao tentar explicar os motivos para a diferença de até 70% nos preços das tarifas de vôos de Londrina com relação aos de Maringá. A assessoria da Varig, por exemplo, afirmou que era o DAC quem determinaria os preços das passagens, com base em planilhas de custos das empresas. O DAC, porém, não regula os preços dos vôos domésticos desde 2001. Somente o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) promove fiscalizações, sem caráter regulador.

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