Contrabando em Foz gera prejuízos de US$ 108 mi
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2002
Patrícia Iunovich Especial para a Folha 
Foz do Iguaçu A Delegacia da Receita Federal (RF) apreendeu em quatro anos, na região de Foz do Iguaçu, aproximadamente US$ 108,6 milhões em mercadorias contrabandeadas do Paraguai. O recorde de apreensões no período foi registrado em 98, quando os fiscais retiraram de circulação US$ 33,3 milhões em contrabando. Em 99, foram apreendidos US$ 26,4 milhões em artigos importados. Já em 2000, as apreensões de muamba somaram US$ 27,2 milhões e em 2001 outros US$ 21,7 milhões.
Normalmente, a maior parte das apreensões ocorre na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. O contrabando lota o depósito da Delegacia da Receita Federal. Os cigarros lideram a lista das mercadorias apreendidas com cerca de 60% das apreensões. O produto é triturado e é beneficiado por indústrias de adubo e o dinheiro é repassado para entidades assistenciais do município.
Os brinquedos também são doados, com exceção de armas e munição de brinquedos que são destruídas. Cds e bebidas brasileira tipo exportação também são inutilizados. Armamento e droga são encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal.
Além do contrabando, outra curiosidade que chama a atenção no pátio da Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu é a grande quantidade de veículos apreendidos. São cerca de 200 carros, ônibus e vans que foram confiscados junto com os produtos contrabandeados. Parte da frota é doada e outra é leiloada.
Mesmo com o rigor redobrado da fiscalização, o valor das apreensões caiu em 2001, quando comparado aos anos anteriores, conforme mostra o balanço da Receita Federal. A redução reflete em parte a queda no movimento dos sacoleiros no comércio de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu.


