Não houve acordo entre os metalúrgicos que trabalham nas empresas fornecedoras de peças para a montadora de veículos Audi/Volkswagen, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e os representantes do sindicato nacional que atua em nome de 30 empresas.
Ontem à tarde na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/PR), em Curitiba, houve mais uma rodada de negociações, mas a diferença de R$ 12,00 entre as duas propostas impediu o consenso. A juíza instrutora Wanda Santi Cardoso da Silva determinou que amanhã seja realizada mais uma reunião. Hoje na entrada de turno os 1,2 trabalhadores irão decidir se voltam ou não ao trabalho até sair o julgamento da greve.
A proposta de conciliação feita pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico da Grande Curitiba quer um piso salarial de R$ 420,00 unificado para a categoria sob o argumento de que é necessária a igualdade com as empresas em São Paulo. O presidente do sindicato, Sérgio Butka, foi procurado pela Folha, mas não foi localizado.
Segundo a advogada do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Leda Maria da Costa Chaga, não há motivos para a igualdade salarial. ‘‘Existem diferenças estruturais entre as empresas lotadas em São Paulo e as do Paranᒒ, disse. O Sindipeças não abre mão do piso salarial de R$ 408,00.
A juíza presidente apresentou uma proposta de piso unificado de R$ 420,00 (a mesma dos metalúrgicos), além de manter os 7% de reajuste e a manutenção das cláusulas sociais. No mês de outubro os funcionários da Audi fizeram uma greve por quase uma semana devido a falta de acordo para determinar o índice de reajuste salarial.

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