O aumento da ocupação em maio sobre abril pode ser creditado quase integralmente a São Paulo, que absorveu 120 mil ocupados do total de 148 mil novos ocupados registrados de um mês para o outro no total das regiões pesquisadas. A região metropolitana paulista responde por 42,2% da ocupação no universo investigado. Em relação a maio do ano passado, foram 538 mil novos ocupados nas seis regiões.
Na contramão do emprego formal, o número de empregados sem carteira assinada continuou crescendo em porcentuais acima da ocupação formal, segundo revelaram os dados do IBGE. Em maio, houve crescimento de 1,8% no número de empregados sem carteira ante abril e aumento de 6,1% ante maio do ano passado. Os empregados por conta própria, também na maior parte informais, como os camelôs, registraram queda na ocupação em maio ante abril (-2,6%), mas crescimento ante maio do ano passado (3,8%). O número de ocupados com carteira cresceu 1,1% ante abril e 1,9% ante maio de 2003.
O gerente da pesquisa, Cimar Azeredo Pereira, disse que não há como comparar os dados do instituto com os resultados do emprego formal divulgados quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, que apontou um aumento significativo da formalidade. Segundo ele, a metodologia das duas pesquisas é diferente - a do Ministério é de ''monitoramento'' e a do IBGE de ''diagnóstico'' - assim como o universo, já que o instituto só pesquisa as seis principais regiões metropolitanas e o levantamento ministerial abrange todo o País.
Mas, mesmo com as diferenças, Pereira sublinhou que os resultados entre as duas pesquisas não são contraditórios, já que em São Paulo, por exemplo, segundo o IBGE, houve aumento de 25 mil novas ocupações em maio ante abril e, segundo o Ministério, houve 23 mil, ou seja, números bem próximos. (AE)

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