A Câmara de Gestão da Crise Energia (CGCE) analisa a extensão do plano de racionamento de eletricidade até maio de 2002 para permitir a plena recomposição dos reservatórios das usinas hidrelétricas das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A proposta, que já foi considerada pelo presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, foi defendida ontem pelo deputado Eliseu Resende (PFL-MG) em encontro com o presidente da CGCE, Pedro Parente.
‘‘O próprio governo está entendendo que o racionamento deve durar um ano. Tanto que não fixou prazo’’, afirmou. ‘‘Pedro Parente, com razão, não quis definir uma data final, mas tudo indica que o racionamento terá de abranger o período das chuvas e terminar só em abril ou em maio do ano que vem’’, completou Resende, ex-ministro dos Transportes e da Fazenda, ao deixar o Palácio do Planalto.
Em princípio, a CGCE manteria o plano de racionamento de 1º de junho ao final de novembro, quando começa o período de chuvas na maior parte do País. A decisão, entretanto, levará em conta a redução de consumo verificada nos cinco meses e também o início da geração de novas usinas. (AE)

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