O setor público consolidado (inclui Estados, municípios e empresas estatais) apresentou um superávit primário (não inclui os gastos com juros) das contas fiscais de R$ 3,680 bilhões (3,57% do PIB) em agosto. Esse superávit é maior do que o registrado no mês de julho deste ano, que foi de R$ 2,714 bilhões (2,64% do PIB).
No saldo positivo de agosto, o governo central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) contribuiu com um resultado de R$ 2,764 bilhões (2,68% do PIB) e os governos regionais com um superávit de R$ 916 milhões (0,89% do PIB).
As empresas estatais federais, que estão dentro do governo central, registraram superávit primário de R$ 293 milhões (0,28% do PIB) no mês passado. Dentro do ''item'' governos regionais, os Estados registraram um superávit primário de R$ 981 milhões (0,95% do PIB) em agosto; os municípios apresentaram um resultado negativo de R$ 51 milhões (0,05% do PIB); as estatais estaduais registraram um superávit de R$ 47 milhões (0,05% do PIB); e as estatais municipais, um déficit de R$ 61 milhões (0,06% do PIB).
Nos oito primeiros meses do ano, de janeiro a agosto, as contas do setor público consolidado registraram um superávit primário de R$ 36,811 bilhões (4,75% do PIB).
A meta de superávit primário para as contas públicas neste ano, que consta do novo acordo brasileiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional), é de R$ 40,2 bilhões. Ou seja, o ''esforço fiscal'' do setor público nos últimos quatro meses deste ano tem de ser de R$ 3,389 bilhões para que a meta seja atingida.

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