Contas externas têm menor déficit em outubro desde 95
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terça-feira, 27 de novembro de 2001
Agência Estado <br> De Brasília 
A alta do dólar e a retração no nível de atividade econômica, acentuadas após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, estão favorecendo as contas externas brasileiras. No mês passado, o déficit em transações correntes (balança comercial, serviços e transferências unilaterais) foi de US$ 2,433 bilhões, o melhor desempenho para o período desde outubro de 1995. Com isso, o Banco Central já acredita que terminará o ano com um saldo negativo abaixo dos US$ 23,7 bilhões estimados até agora.
Este mês, a expectativa do BC é de que o déficit externo apresente uma melhora de pelo menos US$ $ 1 bilhão, passando dos US$ 2,5 bilhões de novembro de 2000 para cerca de US$ 1,5 bilhão.
O governo também comemora o ingresso de US$ 1,335 bilhão em investimentos diretos no mês passado. Apesar de menor do que os US$ 2,121 bilhões que entraram na economia em outubro de 2000, o valor é considerado ''muito bom'', tendo em vista a expectativa ruim que existia há dois meses. ''Depois dos atentados de setembro, acreditava-se que esses investimentos poderiam secar. Isso não ocorreu'', diz Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC (Depec).
Além de reduzir as importações, a desvalorização do real está ajudando a conter os gastos dos turistas brasileiros, que diminuiram sensivelmente as viagens para o exterior.
As despesas em viagens internacionais, que já apresentavam trajetória de queda desde o final de 2000, despencaram no mês passado: US$ 68 milhões, cifra bem menor que os US$ 208 milhões de outubro de 2000.
O fraco desempenho da economia, que vinha reprimindo as remessas de lucros e dividendos das filiais de grupos estrangeiros instaladas no País, não impediu o crescimento dessas despesas em outubro. Elas passaram de US$ 132 milhões, no ano passado, para US$ 261 milhões este ano. Em novembro, as remessas já somam US$ 351 milhões.


